WC, CASA DE BANHO, BANHEIRO, ASSEOS...
Graças ao Flávio, meu aluno de Criatividade Publicitária, que encontrou o link, posso anunciar que este blogue já dispõe de casa de banho.
Já não há razão para interromperem os comentários. Qualquer necessidade que não seja de expressão, é em baixo, ao fundo!
ps: a minha versão favorita, é a francesa.
Caeiro, também aqui, é o mestre. Este blogue é mantido por Possidónio Cachapa e todos os que acham por bem participar. A blogar desde 2003.
29 de novembro de 2007
27 de novembro de 2007
25 de novembro de 2007
EL OBRERO DIGITAL
Uma revista online interessante é este "Obrero...".
Além do bom gosto das escolhas, escrevem bem. Veja-se, como exemplo, este pedaço, escolhido totalmente ao acaso, do último número: "Las letras portuguesas están en plena renovación, como demuestra del hecho de que cada vez aparacen autores más jovens e interessantes. Un bueno ejemplo lo encontramos en este libro que réune una grata selección de relatos y una cuidada novela corta. La literatura emocional e la inteligente se dan la mano en los textos de Possidónio Cachapa".
:) Agora a sério, saltando o detalhe/"xiste", a revista tem graça.
Uma revista online interessante é este "Obrero...".
Além do bom gosto das escolhas, escrevem bem. Veja-se, como exemplo, este pedaço, escolhido totalmente ao acaso, do último número: "Las letras portuguesas están en plena renovación, como demuestra del hecho de que cada vez aparacen autores más jovens e interessantes. Un bueno ejemplo lo encontramos en este libro que réune una grata selección de relatos y una cuidada novela corta. La literatura emocional e la inteligente se dan la mano en los textos de Possidónio Cachapa".
:) Agora a sério, saltando o detalhe/"xiste", a revista tem graça.
23 de novembro de 2007
ELES "ANDEM" AÍ
Há pouco, no metro, uma mulher jovem, sentada à janela, lançou um grito dilacerante. Como se lhe tivessem revolvido as entranhas. Depois continuou, calmamente no mesmo sítio, até chegar a estação final, onde saiu e se perdeu no meio da multidão. Estava vestida e penteada de forma absolutamente normal. E contudo, quem estava naquela carruagem percebeu que alguma coisa tinha "estalado" dentro dela.
Cada vez mais avisto gente a deambular pelas ruas, falando com inimigos imaginários que, a atender pelas expressões, os atormentam. Há muitos anos que não via tantos "loucos" na rua.
Isto só dá razão aos que acreditam que a pressão em que o país vive actualmente ou nos catapulta para o bem-estar ou nos matará de fome ou doença.
Para os mais fracos, é certo que não chegará a tempo a melhor das hipóteses.
Há pouco, no metro, uma mulher jovem, sentada à janela, lançou um grito dilacerante. Como se lhe tivessem revolvido as entranhas. Depois continuou, calmamente no mesmo sítio, até chegar a estação final, onde saiu e se perdeu no meio da multidão. Estava vestida e penteada de forma absolutamente normal. E contudo, quem estava naquela carruagem percebeu que alguma coisa tinha "estalado" dentro dela.
Cada vez mais avisto gente a deambular pelas ruas, falando com inimigos imaginários que, a atender pelas expressões, os atormentam. Há muitos anos que não via tantos "loucos" na rua.
Isto só dá razão aos que acreditam que a pressão em que o país vive actualmente ou nos catapulta para o bem-estar ou nos matará de fome ou doença.
Para os mais fracos, é certo que não chegará a tempo a melhor das hipóteses.
22 de novembro de 2007
FALTA-ME O TEMPO
para o blogue, para levar a sério o que se diz no telejornal.
Recupero os dias que perdi a falar bem do meu país no estrangeiro, indo às finanças pagar multas, tentando que os compromissos de trabalho se mantenham de pé, e que a vizinha de baixo entenda que a razão porque um bocado do tecto lhe caiu não foi eu não estar em casa e de ninguém bater com portas ou martelos...
Passo nas livrarias e avisto os pontas-de-lança de consumo a que chamam "literatura". Alguém vai receber muitas folhas do mesmo...
De Espanha chega o interesse da crítica. O Agarrate a mi pecho en llamas faz um caminho mais auspicioso do que por cá. Santos de casa, já se sabe...
ps: permanece o mistério da não existência de transportes aéreos entre Portugal e a Galiza... Lá terei de ir perder mais uma malita para o aeroporto de Barajas (Madrid)...
para o blogue, para levar a sério o que se diz no telejornal.
Recupero os dias que perdi a falar bem do meu país no estrangeiro, indo às finanças pagar multas, tentando que os compromissos de trabalho se mantenham de pé, e que a vizinha de baixo entenda que a razão porque um bocado do tecto lhe caiu não foi eu não estar em casa e de ninguém bater com portas ou martelos...
Passo nas livrarias e avisto os pontas-de-lança de consumo a que chamam "literatura". Alguém vai receber muitas folhas do mesmo...
De Espanha chega o interesse da crítica. O Agarrate a mi pecho en llamas faz um caminho mais auspicioso do que por cá. Santos de casa, já se sabe...
ps: permanece o mistério da não existência de transportes aéreos entre Portugal e a Galiza... Lá terei de ir perder mais uma malita para o aeroporto de Barajas (Madrid)...
15 de novembro de 2007
ESPANHA
Ainda de mala perdida (obrigado aeroporto e companhia aérea), para variar, passo por aqui, para anotar rapidamente umas coisas.
1: Cada vez mais, Espanha se abre aos autores portugueses, recebendo-os com carinho, lendo-os e desejando-lhes que voltem para partilhar. São mais as coisas que nos unem do que aquelas que nos separam.
2: AGARRATE A MI PECHO EN LLAMAS, funciona da mesma maneira noutras línguas.
3. Madrid é encantador em dias de sol, mas Zaragoza é uma cidade a descobrir rapidamente. Uma boa oportunidade será no próximo ano, com a Expo2008.
4. Gostei muito de falar com os alunos de português em Espanha. Aprendem voluntariamente e falam com entusiasmo.
5. Viva o vinho aragonés. E as tapas em geral.
ps: que me perdoem os que comentaram por estes dias, mas sem querer, apaguei os comentários. Em resposta à Julie, nos USA, estou bem, o terramoto no norte do Chile só matou uma velhinha. Deus a guarde. Para a Elena, d Zaragoza, obrigado pelas palavras simpaticas e boa leitura. para o anónimo que dizia que "estava muito diferente", é verdade: mais cabelos brancos, menos ingénuo, mas ainda assim um pateta que abraça primeiro e pergunta depois :)
Ainda de mala perdida (obrigado aeroporto e companhia aérea), para variar, passo por aqui, para anotar rapidamente umas coisas.
1: Cada vez mais, Espanha se abre aos autores portugueses, recebendo-os com carinho, lendo-os e desejando-lhes que voltem para partilhar. São mais as coisas que nos unem do que aquelas que nos separam.
2: AGARRATE A MI PECHO EN LLAMAS, funciona da mesma maneira noutras línguas.
3. Madrid é encantador em dias de sol, mas Zaragoza é uma cidade a descobrir rapidamente. Uma boa oportunidade será no próximo ano, com a Expo2008.
4. Gostei muito de falar com os alunos de português em Espanha. Aprendem voluntariamente e falam com entusiasmo.
5. Viva o vinho aragonés. E as tapas em geral.
ps: que me perdoem os que comentaram por estes dias, mas sem querer, apaguei os comentários. Em resposta à Julie, nos USA, estou bem, o terramoto no norte do Chile só matou uma velhinha. Deus a guarde. Para a Elena, d Zaragoza, obrigado pelas palavras simpaticas e boa leitura. para o anónimo que dizia que "estava muito diferente", é verdade: mais cabelos brancos, menos ingénuo, mas ainda assim um pateta que abraça primeiro e pergunta depois :)
9 de novembro de 2007
DE VOLTA A CASA
...penso no Chile. Nos chilenos. Nos desertos a sério que não vi, por falta de tempo. Na forma afável com que respondem a uma primeira abordagem. Não falam muito. Nos "colectivos" (táxis que vão recebendo passageiros até esgotar os lugares) ou nos autocarros, calam-se, mesmo entre si. A sombra da ditadura ainda se sente. A palavra "Pinochet" aparece nas paredes, vaiada ou apoiada, frequentemente.
É uma sociedade endogâmica, mas organizada e disposta a chegar sem pressas ao futuro. Basta visitar o museu pré-colombiano, em Santiago, para entender que estamos perante um conjunto de povos antigos, que dominavam elementos abstractos na arte, muito antes de nós, na Europa. Picassos antes de tempo, o simbolismo a prevalecer sobre o realismo.
Sai de lá com o meu portunhol carregado de sotaque sul-americano. A cheirar a frutilla.
Vou querer voltar para ver a Patagónia e Atacama. Os extremos.
...penso no Chile. Nos chilenos. Nos desertos a sério que não vi, por falta de tempo. Na forma afável com que respondem a uma primeira abordagem. Não falam muito. Nos "colectivos" (táxis que vão recebendo passageiros até esgotar os lugares) ou nos autocarros, calam-se, mesmo entre si. A sombra da ditadura ainda se sente. A palavra "Pinochet" aparece nas paredes, vaiada ou apoiada, frequentemente.
É uma sociedade endogâmica, mas organizada e disposta a chegar sem pressas ao futuro. Basta visitar o museu pré-colombiano, em Santiago, para entender que estamos perante um conjunto de povos antigos, que dominavam elementos abstractos na arte, muito antes de nós, na Europa. Picassos antes de tempo, o simbolismo a prevalecer sobre o realismo.
Sai de lá com o meu portunhol carregado de sotaque sul-americano. A cheirar a frutilla.
Vou querer voltar para ver a Patagónia e Atacama. Os extremos.
4 de novembro de 2007
CLOP CLOP
O que eu gosto nos sul-americanos é a descontracçao.
No Brasil riam-se à gargalhada da minha tentativa de provar que estava diplomado para fazer mergulho. "Tudo bem, cara!".
Aqui, no Chile, chego a um rancho que vende passeios a cavalo e digo que não tenho experiência."Los caballos san mansitos". E pronto: 5 minutos depois estava a trote pela rua empedrada, ao 10 min. subia um monte, aos 30 min. tentava dominar uma égua que queria atirar-se da encosta abaixo e aos 40, caminhava sobre um cavalo que por sua vez se equilibrava num carreiro de 40 cm... O vale a brilhar lá em baixo.
Gosto dos sul-americanos. A vida é mais simples.
E, frequentemente, mais curta.
O que eu gosto nos sul-americanos é a descontracçao.
No Brasil riam-se à gargalhada da minha tentativa de provar que estava diplomado para fazer mergulho. "Tudo bem, cara!".
Aqui, no Chile, chego a um rancho que vende passeios a cavalo e digo que não tenho experiência."Los caballos san mansitos". E pronto: 5 minutos depois estava a trote pela rua empedrada, ao 10 min. subia um monte, aos 30 min. tentava dominar uma égua que queria atirar-se da encosta abaixo e aos 40, caminhava sobre um cavalo que por sua vez se equilibrava num carreiro de 40 cm... O vale a brilhar lá em baixo.
Gosto dos sul-americanos. A vida é mais simples.
E, frequentemente, mais curta.
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